sexta-feira, 27 de junho de 2008

Lula e Chávez discutem integração energética, em Caracas

CLAUDIA JARDIM
da BBC Brasil, em Caracas

A integração energética será o principal tema da visita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz nesta sexta-feira à Venezuela. No encontro, em Caracas, Lula e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, deverão discutir o andamento das negociações entre a Petrobras e a estatal venezuelana PDVSA.

As empresas têm planos para executar dois empreendimentos conjuntos de exploração de petróleo, no Brasil e na Venezuela.

A elaboração dos contratos para constituição de duas empresas conjuntas entre a PDVSA e a Petrobras está em andamento desde fevereiro de 2005.

O processo mais adiantado é o da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que teve um acordo de associação firmado entre as duas empresas há três meses, durante o encontro dos dois presidentes em Recife.

Ainda falta, porém, a elaboração dos estatutos sociais, o acordo de acionistas e o contrato de compra venda de petróleo.

O assessor da Presidência venezuelana, Maximilien Arvelaiz, disse à BBC Brasil que a tendência das reuniões anteriores deve se repetir nesta sexta-feira.

Segundo Arvelaiz, Chávez e Lula deverão pedir aos presidentes das estatais que acelerem a finalização dos acordos, argumentando que a decisão política deve prevalecer sobre a econômica ou técnica.

"Provavelmente, uma vez mais, a decisão final será tomada pelos presidentes", afirmou Arvelaiz. "A PDVSA e a Petrobras só avançam quando os presidentes lhes puxam as orelhas."

Interferência política

Segundo o economista e analista de petróleo Orlando Ochoa, a interferência política do governo venezuelano é o que poderia estar causando resistências dentro da Petrobras - que, a seu ver, tem uma gestão pragmática - a um acordo de associação com a PDVSA.

"A Petrobras tem uma gestão dirigida ao mercado internacional e a PDVSA ao mercado regional, determinada a atender os interesses geopolíticos do governo. Estas duas concepções se chocam na hora de firmar acordos", disse Ochoa.

O governo da Venezuela, quinto maior exportador mundial de petróleo, tem marcado sua política externa nos últimos anos com a venda de petróleo a preços preferenciais para seus aliados na América do Sul e no Caribe.

A Petrobras já disse estar disposta a desenvolver o projeto de US$ 4,05 bilhões em Pernambuco sozinha. A Abreu e Lima deve começar a operar em 2010, e até 2011 poderá processar 200 mil barris de petróleo pesado por dia.

Orinoco

As discussões sobre o projeto conjunto de exploração e produção de petróleo pesado no campo de Carabobo 1, na faixa petrolífera do Orinoco, na Venezuela, também estão paralisadas.

A Petrobras, que inicialmente exigia 40% da participação acionária, proporcionalmente inversa à prevista para a PDVSA na refinaria Abreu e Lima, agora estuda uma participação de, no máximo, 10% em Carabobo.

Analistas afirmam que o desinteresse da estatal brasileira no campo venezuelano poderia estar relacionado às recentes descobertas dos poços petrolíferos no pré-sal da Bacia de Santos.

Acordos

A visita de Lula à Venezuela não deve durar mais que cinco horas. O presidente chega a Caracas pela manhã e deverá se reunir com Chávez no Palácio de Miraflores.

Lula e Chávez deverão firmar um acordo que prevê a ampliação da rede elétrica que abastece a região Norte do Brasil. O projeto envolve a Eletrobrás e a sua equivalente venezuelana, Edelca.

Outro acordo que poderia sair do papel é a construção de unidades de produção de GNL (Gás Natural Liquefeito), em discussão desde 2005, em parceria entre a PDVSA e a Petrobras.

Também deverão ser discutidos os acordos de integração binacionais e assuntos regionais, como o Conselho de Defesa Sul-americano.

Folha Online

domingo, 10 de fevereiro de 2008

FM PAN: Reservatórios do Sudeste em alerta por excesso de água

Sexta-feira, 08 de Fevereiro de 2008 | 18:13Hs

William Franco

O nível dos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste subiu mais ainda e continua acima da margem mínima de segurança estabelecida pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). As bacias hidrográficas da região estão com 56,3% da capacidade preenchida, 0,9 p.p. (pontos percentuais) acima de 55,4%, que é o mínimo estipulado pela Curva de Aversão ao Risco para essa época do ano.

As informações são do Informativo Preliminar Diário da Operação referente à última quinta-feira, que é divulgado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico Nacional). Os reservatórios armazenam o volume d'água que será utilizado pela usinas hidrelétricas para a produção de energia elétrica.

Com isso, diminuem ainda mais as chances de o governo determinar o acionamento de usinas termelétricas para poupar os níveis dos reservatórios. Neste caso, poderia faltar gás para o consumidor, já que boa parte das térmicas são movidas pelo combustível, e não há gás suficiente para atender ao parque termelétrico e aos diferentes mercados consumidores.

A recuperação do nível dos resevatórios do Sudeste/Centro-Oeste é consequência das chuvas que vem atingindo essa área, principalmente o Sudeste, desde meados de janeiro.

Antes disso, os reservatórios vinham se mantendo abaixo do nível mínimo de segurança. Ao mesmo tempo que o nível dos reservatórios do sistema Sudeste/Centro-Oeste cresce significativamente, no Sul a situação é inversa.

O nível de enchimento vem recuando diariamente, e as bacias da região estão com 62,1% da capacidade cheia. Mesmo assim, o Sul apresenta um quadro tranqüilo, conforme a Curva de Aversão ao Risco.

O nível atual está 43,9 p.p. acima dos 19% mínimos exigidos pelo limite de segurança. Na região Nordeste, os reservatórios estão com 35,2% da capacidade preenchida.

O volume, inferior ao Sudeste/Centro-Oeste, está 22,3 p.p. acima dos 12,5% estipulados pela Curva de Aversão ao Risco para a região. No Norte, os reservatórios estão com 33,9% da capacidade total completada.

Fonte:midiamax

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico determinou o acionamento da termelétrica de Cuiabá com óleo diesel, face ao baixo nível dos reservatórios

O baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas levou o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) a determinar o acionamento da termelétrica de Cuiabá com óleo diesel.

A usina é bicombustível e está fora de operação desde setembro do ano passado devido às dificuldades no recebimento do gás natural da Bolívia.

A termelétrica vai gerar 195 megawatts, podendo chegar a 320 até março, se necessário.

(ESTADO DE MINAS)

domingo, 26 de agosto de 2007

José Casado: A intervenção numa área onde há 300 empresas deve favorecer o plano da Petrobrás de ser um negociador mundial de álcool

* Projeto do governo, a ser enviado ao Congresso em setembro, prevê o controle de todo o setor de álcool e biocombustíveis, desde a produção até a exportação, dando mais poder à ANP.

A intervenção numa área onde há 300 empresas deve favorecer o plano da Petrobrás de ser um negociador mundial de álcool, revela José Casado.

(O Globo- Sinopse Radiobrás)

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Presidente Lula defende mais usinas nucleares no país

* O presidente Lula defendeu o programa do submarino nuclear da Marinha em Iperó (SP).

Além de prometer R$ 1 bilhão em verbas, se disse a favor de mais usinas desse tipo no país.

(.Jornal do Brasil - Sinopse Radiobrás.)


* O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou ontem recursos para a conclusão do projeto nuclear da Marinha, dirigido à propulsão de um submarino, e à geração de energia comercial.

O projeto vai absorver R$ 130 milhões por ano, totalizando R$ 1,04 bilhão em oito anos.

Lula também reiterou que Angra 3 será concluída.

"Se for necessário construir mais, vamos construir".

(Gazeta Mercantil - Sinopse Radiobrás

quinta-feira, 28 de junho de 2007

MINSTRA DO MEIO AMBIENTE AMEAÇA NEGAR LICENÇA PARA USINA NUCLEAR ANGRA 3

* Segundo especialistas, sistema elétrico deverá dar sinais de vulnerabilidade em 2009.

Angra 3 ficará pronta em 2013.

(Estado de São Paulo - Sinopse Radiobrás - 27-06-07)


* Contrária à construção da recém-anunciada usina nuclear Angra 3, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, lembrou que a obra precisará de licença ambiental, assim como as usinas projetadas para o Rio Madeira - as quais há 4 meses aguardam sinal verde.

(Estado de São Paulo - Sinopse Radiobrás - 27-06-07)

quarta-feira, 13 de junho de 2007

PETRÓLEO: DEMANDA MUNDIAL PELO "OURO NEGRO" CRESCE MAIS QUE AS PREVISÕES

* Demanda mundial por petróleo cresce acima do previsto, alerta AIE.

(Correio Brasiliense - Sinopse Radiobrás)