Primeiro veículo do tipo na América Latina começará a circular em fase de testes na Região Metropolitana de São Paulo a partir de agosto (foto: SP.gov.br)
2/7/2009
Agência FAPESP – O Ônibus Brasileiro a Hidrogênio foi apresentado nesta quarta-feira (1º/7) em São Paulo, e começará a circular em testes na Região Metropolitana a partir de agosto.
A novidade usa como combustível o hidrogênio, o elemento químico mais abundante do planeta, e libera apenas vapor de água. Com a construção do primeiro veículo do tipo na América Latina, o Brasil passa a ter posição global de destaque ao lado dos Estados Unidos, da Alemanha e da China.
O uso de um sistema de propulsão híbrido com dois sistemas automotivos de célula a combustível combinado com baterias é outra característica pioneira, proporcionando ao veículo menos peso, com mais eficiência no consumo e no rendimento, a um custo menor.
O ônibus também conta com um dispositivo de regeneração do sistema de frenagem (aproveitamento do calor), semelhante ao empregado na Fórmula 1, no qual a energia é armazenada nas baterias e usada na necessidade de maior potência na movimentação do veículo (em subidas, por exemplo).
“O Brasil é um dos cinco países do mundo que dominam a tecnologia e que têm ônibus movidos a hidrogênio. Também é importante salientar que somos o único, entre esses países, que detém uma tecnologia híbrida, como segunda opção para o ônibus a hidrogênio: a eletricidade”, disse o governador José Serra durante a apresentação.
Construído em Caxias do Sul (RS) pela Tuttotrasporti e pela Marcopolo, o protótipo passou pelos testes automotivos necessários para a sua homologação. Os outros três veículos serão incluídos no sistema a partir de 2010.
O projeto prevê a fabricação de até quatro veículos, mais a montagem da estação de produção de hidrogênio e abastecimento dos ônibus, em São Bernardo do Campo, com o apoio técnico da Petrobras, da BR Distribuidora e da AES Eletropaulo.
O projeto começou há 15 anos quando a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo, empresa vinculada à Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos (EMTU/SP), e o Ministério das Minas e Energia iniciaram estudos para o uso do hidrogênio como combustível em ônibus urbanos.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) destinou US$ 16 milhões do Global Environmental Facility (GEF) para a iniciativa. O Brasil foi beneficiado com o financiamento por ser um país de economia emergente, maior produtor (50 mil unidades por ano) e o maior mercado consumidor de ônibus do mundo.
A EMTU/SP, coordenadora nacional do projeto, será responsável pelo acompanhamento e avaliação do desempenho dos veículos que circularão nas 13 linhas do Corredor Metropolitano ABD (São Mateus / Jabaquara), operado pela concessionária Metra.
“Será um teste muito importante do ponto de vista operacional, pois é preciso examinar a economicidade e a viabilidade econômica do projeto. O projeto vale um grande investimento inicial porque se trata de uma tecnologia e uma forma nova de transporte”, disse Serra.
Esse trabalho será feito até 2011 com os quatro ônibus previstos no projeto. Após o período de testes, os veículos serão incorporados à frota operacional do corredor.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Escassez de chuvas no Sul faz governo ligar usinas térmicas
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O governo decidiu ligar as usinas termelétricas movidas a gás a partir deste sábado, informou nesta sexta-feira o ministro Edison Lobão (Minas e Energia). A medida visa poupar os reservatórios da região Sul, que estão com cerca de 39% da capacidade total preenchidos, bem abaixo das outras regiões do país, em função da seca naqueles Estados.
"Está chovendo pouco principalmente no Rio Grande do Sul. Em função disso, vamos ligar algumas térmicas para preservar os reservatórios", afirmou Lobão, ao chegar à cerimônia que marca o início da produção na área de Tupi, na camada pré-sal da bacia de Santos.
A previsão do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) é que as térmicas passem a gerar cerca de 14 milhões de metros cúbicos/dia, aliviando os reservatórios. A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, disse que as usinas da companhia vão despachar o máximo possível.
Graça Foster estimou que, com o despacho das térmicas, a importação da Bolívia voltará à carga máxima, passando dos atuais 23,5 milhões de metros cúbicos/dia para 30 milhões de metros cúbicos/dia nas próximas semanas.
Ultimamente, havia sobra de gás no país devido ao desligamento das térmicas e ao menor consumo decorrente da crise econômica. Essa situação fez a Petrobras iniciar leilões com o excedente de gás natural junto às distribuidoras. O primeiro foi realizado em 24 de abril, e o segundo está previsto para o dia 12 de maio.
da Folha Online, no Rio
O governo decidiu ligar as usinas termelétricas movidas a gás a partir deste sábado, informou nesta sexta-feira o ministro Edison Lobão (Minas e Energia). A medida visa poupar os reservatórios da região Sul, que estão com cerca de 39% da capacidade total preenchidos, bem abaixo das outras regiões do país, em função da seca naqueles Estados.
"Está chovendo pouco principalmente no Rio Grande do Sul. Em função disso, vamos ligar algumas térmicas para preservar os reservatórios", afirmou Lobão, ao chegar à cerimônia que marca o início da produção na área de Tupi, na camada pré-sal da bacia de Santos.
A previsão do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) é que as térmicas passem a gerar cerca de 14 milhões de metros cúbicos/dia, aliviando os reservatórios. A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, disse que as usinas da companhia vão despachar o máximo possível.
Graça Foster estimou que, com o despacho das térmicas, a importação da Bolívia voltará à carga máxima, passando dos atuais 23,5 milhões de metros cúbicos/dia para 30 milhões de metros cúbicos/dia nas próximas semanas.
Ultimamente, havia sobra de gás no país devido ao desligamento das térmicas e ao menor consumo decorrente da crise econômica. Essa situação fez a Petrobras iniciar leilões com o excedente de gás natural junto às distribuidoras. O primeiro foi realizado em 24 de abril, e o segundo está previsto para o dia 12 de maio.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Lobão confirma que Irã convidou Brasil para Opep
BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem que o embaixador do Irã no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, lhe apresentou um convite, há 15 dias, para que o Brasil ingresse na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Lobão explicou que o Irã, na condição de sócio da Opep pode propor à organização a entrada do Brasil. Destacou que o Irã é um membro importante da Opep e observou que o Brasil já é um país exportador de petróleo, ainda que em pequena escala.
O ministro contou que respondeu ao diplomata que o convite será objeto de estudo do governo brasileiro. "Essa decisão não depende só de mim, mas do presidente Lula e do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE)", afirmou Lobão. Ele relatou que a reunião de ontem do CNPE não tratou do assunto.
(Tribuna da Imprensa)
O ministro contou que respondeu ao diplomata que o convite será objeto de estudo do governo brasileiro. "Essa decisão não depende só de mim, mas do presidente Lula e do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE)", afirmou Lobão. Ele relatou que a reunião de ontem do CNPE não tratou do assunto.
(Tribuna da Imprensa)
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
EUA podem liberar petróleo da reserva estratégica devido à tempestade Gustav
da Folha Online
O Departamento de Energia dos EUA informou nesta quinta-feira estar pronto para liberar petróleo da Reserva Estratégica de Petróleo (SPR, na sigla em inglês) se a Tempestade tropical Gustav afetar o suprimento da commodity no país.
"O Departamento de Energia está monitorando atentamente a situação e está pronto para utilizar toda ferramenta disponível para garantir um suprimento contínuo e confiável de energia no caso de uma interrupção", informou o departamento em um comunicado.
A tempestade Gustav mudou de trajetória durante a noite desta quarta-feira (27) e agora segue para o sudoeste, em direção à Jamaica, e se afasta de Cuba. O diretor de previsões do Instituto de Meteorologia cubano, José Rubiera, afirmou que os atuais modelos de trajetória prevêem que Gustav avance em direção ao canal de Iucatã (entre o México e o oeste de Cuba), sem descartar sua passagem por Pinar del Río ou Havana, Províncias do extremo ocidental da ilha.
O NHC (Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, na sigla em inglês) também se manifestou sobre a tempestade tropical Gustav, e disse ser possível que a mesma alcance a intensidade de furacão ao longo do dia antes de passar por entre Cuba e Jamaica.
Ontem à noite, o governador do Estado da Louisiana (sul), Bobby Jindal, declarou estado de emergência e anunciou planos para começar a remover a população das áreas costeiras antes da chegada da tempestade --que, segundo estimativas dos serviços de meteorologia, deve chegar aos EUA na tarde de segunda-feira (1º de setembro) e pode se tornar um furacão de categoria 3 na escala Saffir-Simpson, que vai até cinco, à medida que se desloque rumo a oeste-noroeste pelas águas do Caribe. As tempestades tropicais se transformam em furacões quando passam de 119 km/h.
A Royal Dutch Shell informou que retirou 300 de seus funcionários de plataformas no golfo do México; a BP (British Petroleum) também anunciou que vai retirar funcionários seus da região --que responde por cerca de um quarto da produção petrolífera americana.
"A SPR é uma garantia crucial para oferecer uma camada a mais de proteção para o povo americano no caso de uma grave interrupção do fornecimento de petróleo", diz o comunicado do departamento.
A reserva foi criada pelo Congresso americano nos anos 70 após o embargo árabe do petróleo, em 1973, e contem cerca de 700 milhões de barris, estocados em abrigos subterrâneos nos Estados de Texas e da Louisiana, no sul do país.
O Departamento de Energia dos EUA informou nesta quinta-feira estar pronto para liberar petróleo da Reserva Estratégica de Petróleo (SPR, na sigla em inglês) se a Tempestade tropical Gustav afetar o suprimento da commodity no país.
"O Departamento de Energia está monitorando atentamente a situação e está pronto para utilizar toda ferramenta disponível para garantir um suprimento contínuo e confiável de energia no caso de uma interrupção", informou o departamento em um comunicado.
A tempestade Gustav mudou de trajetória durante a noite desta quarta-feira (27) e agora segue para o sudoeste, em direção à Jamaica, e se afasta de Cuba. O diretor de previsões do Instituto de Meteorologia cubano, José Rubiera, afirmou que os atuais modelos de trajetória prevêem que Gustav avance em direção ao canal de Iucatã (entre o México e o oeste de Cuba), sem descartar sua passagem por Pinar del Río ou Havana, Províncias do extremo ocidental da ilha.
O NHC (Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, na sigla em inglês) também se manifestou sobre a tempestade tropical Gustav, e disse ser possível que a mesma alcance a intensidade de furacão ao longo do dia antes de passar por entre Cuba e Jamaica.
Ontem à noite, o governador do Estado da Louisiana (sul), Bobby Jindal, declarou estado de emergência e anunciou planos para começar a remover a população das áreas costeiras antes da chegada da tempestade --que, segundo estimativas dos serviços de meteorologia, deve chegar aos EUA na tarde de segunda-feira (1º de setembro) e pode se tornar um furacão de categoria 3 na escala Saffir-Simpson, que vai até cinco, à medida que se desloque rumo a oeste-noroeste pelas águas do Caribe. As tempestades tropicais se transformam em furacões quando passam de 119 km/h.
A Royal Dutch Shell informou que retirou 300 de seus funcionários de plataformas no golfo do México; a BP (British Petroleum) também anunciou que vai retirar funcionários seus da região --que responde por cerca de um quarto da produção petrolífera americana.
"A SPR é uma garantia crucial para oferecer uma camada a mais de proteção para o povo americano no caso de uma grave interrupção do fornecimento de petróleo", diz o comunicado do departamento.
A reserva foi criada pelo Congresso americano nos anos 70 após o embargo árabe do petróleo, em 1973, e contem cerca de 700 milhões de barris, estocados em abrigos subterrâneos nos Estados de Texas e da Louisiana, no sul do país.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Petrobras anuncia novo recorde na produção de petróleo
Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - A Petrobras bateu um novo recorde na produção nacional diária de petróleo, ao atingir, em junho, a extração média de 1 milhão 867 mil barris. O volume supera em 12,6 mil barris dia o recorde anterior obtido em dezembro do ano passado, quando a produção média diária havia sido de 1 milhão 855 mil barris.
O resultado é ainda 4,2% superior à média diária de produção registrada ao longo do ano passado e 0,7% superior à média diária registrada em maio deste ano.
Os dados foram divulgados hoje (3), em nota distribuída pela assessoria de imprensa da estatal, que atribuiu o novo recorde, principalmente, à entrada em operação de novos poços interligados às plataformas P-52 e P-54, instaladas no campo de Roncador, na Bacia de Campos, no norte do Rio de Janeiro.
Também contribuiu para o recorde a entrada em operação da plataforma de Piranema, localizada no mar de Sergipe, além do início de produção de novos poços nos campos de Albacora, Albacora Leste e Marlim, todos também na Bacia de Campos.
O resultado se deve, ainda, ao bom desempenho dos campos localizados em áreas maduras das regiões Norte, Nordeste e do Estado do Espírito Santo. “Esses campos, que apresentavam no passado uma produção declinante, têm alcançado resultados operacionais expressivos, graças ao esforço de revitalização realizado pela Petrobras”, ressalta a Petrobras.
Já a oferta de gás ao mercado brasileiro cresceu, no segundo trimestre do ano, 36%, em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo a nota da Petrobras, houve um aumento de 8,6 milhões de metros cúbicos por dia, na oferta de gás ao mercado, neste segundo trimestre, tendo sido disponibilizados 32,4 milhões de m3/dia, contra 23,8 milhões de m³/dia do mesmo período de 2007.
“Esse aumento é o resultado do bom desempenho da produção de gás no campo de Manati (BA) e do início de operação dos projetos previstos no Plano de Antecipação da Produção de Gás (Plangás) - como Peroá Fase II, no Espírito Santo. Outro destaque foi a antecipação do aproveitamento de gás nas plataformas P-52 e P-54, localizadas no campo de Roncador, na Bacia de Campos”, justifica a empresa, na nota.
O Rio de Janeiro continua respondendo pela maior parte do petróleo produzido no país com uma extração total, proveniente da Bacia de Campos, de 1 milhão 511 mil e 312 mil barris.
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - A Petrobras bateu um novo recorde na produção nacional diária de petróleo, ao atingir, em junho, a extração média de 1 milhão 867 mil barris. O volume supera em 12,6 mil barris dia o recorde anterior obtido em dezembro do ano passado, quando a produção média diária havia sido de 1 milhão 855 mil barris.
O resultado é ainda 4,2% superior à média diária de produção registrada ao longo do ano passado e 0,7% superior à média diária registrada em maio deste ano.
Os dados foram divulgados hoje (3), em nota distribuída pela assessoria de imprensa da estatal, que atribuiu o novo recorde, principalmente, à entrada em operação de novos poços interligados às plataformas P-52 e P-54, instaladas no campo de Roncador, na Bacia de Campos, no norte do Rio de Janeiro.
Também contribuiu para o recorde a entrada em operação da plataforma de Piranema, localizada no mar de Sergipe, além do início de produção de novos poços nos campos de Albacora, Albacora Leste e Marlim, todos também na Bacia de Campos.
O resultado se deve, ainda, ao bom desempenho dos campos localizados em áreas maduras das regiões Norte, Nordeste e do Estado do Espírito Santo. “Esses campos, que apresentavam no passado uma produção declinante, têm alcançado resultados operacionais expressivos, graças ao esforço de revitalização realizado pela Petrobras”, ressalta a Petrobras.
Já a oferta de gás ao mercado brasileiro cresceu, no segundo trimestre do ano, 36%, em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo a nota da Petrobras, houve um aumento de 8,6 milhões de metros cúbicos por dia, na oferta de gás ao mercado, neste segundo trimestre, tendo sido disponibilizados 32,4 milhões de m3/dia, contra 23,8 milhões de m³/dia do mesmo período de 2007.
“Esse aumento é o resultado do bom desempenho da produção de gás no campo de Manati (BA) e do início de operação dos projetos previstos no Plano de Antecipação da Produção de Gás (Plangás) - como Peroá Fase II, no Espírito Santo. Outro destaque foi a antecipação do aproveitamento de gás nas plataformas P-52 e P-54, localizadas no campo de Roncador, na Bacia de Campos”, justifica a empresa, na nota.
O Rio de Janeiro continua respondendo pela maior parte do petróleo produzido no país com uma extração total, proveniente da Bacia de Campos, de 1 milhão 511 mil e 312 mil barris.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Presidente assegura que Opep aceitaria o Brasil
O argelino Chakib Khelil, presidente da Opep, manifestou hoje sua alegria com a possibilidade do Brasil passar a integrar o bloco se virar um exportador de petróleo. Lembrando que os investimentos são caros e demandam tempo, Khelil afirmou que, sem dúvida, a Opep aceitaria a inclusão do Brasil entre os membros. A Opep é vista pelos demais países do mundo como grande responsável pela alta no preço do barril de petróleo, que voltou a passar nesta terça-feira dos US$ 143.
Jovem Pan
Jovem Pan
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Lula e Chávez discutem integração energética, em Caracas
CLAUDIA JARDIM
da BBC Brasil, em Caracas
A integração energética será o principal tema da visita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz nesta sexta-feira à Venezuela. No encontro, em Caracas, Lula e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, deverão discutir o andamento das negociações entre a Petrobras e a estatal venezuelana PDVSA.
As empresas têm planos para executar dois empreendimentos conjuntos de exploração de petróleo, no Brasil e na Venezuela.
A elaboração dos contratos para constituição de duas empresas conjuntas entre a PDVSA e a Petrobras está em andamento desde fevereiro de 2005.
O processo mais adiantado é o da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que teve um acordo de associação firmado entre as duas empresas há três meses, durante o encontro dos dois presidentes em Recife.
Ainda falta, porém, a elaboração dos estatutos sociais, o acordo de acionistas e o contrato de compra venda de petróleo.
O assessor da Presidência venezuelana, Maximilien Arvelaiz, disse à BBC Brasil que a tendência das reuniões anteriores deve se repetir nesta sexta-feira.
Segundo Arvelaiz, Chávez e Lula deverão pedir aos presidentes das estatais que acelerem a finalização dos acordos, argumentando que a decisão política deve prevalecer sobre a econômica ou técnica.
"Provavelmente, uma vez mais, a decisão final será tomada pelos presidentes", afirmou Arvelaiz. "A PDVSA e a Petrobras só avançam quando os presidentes lhes puxam as orelhas."
Interferência política
Segundo o economista e analista de petróleo Orlando Ochoa, a interferência política do governo venezuelano é o que poderia estar causando resistências dentro da Petrobras - que, a seu ver, tem uma gestão pragmática - a um acordo de associação com a PDVSA.
"A Petrobras tem uma gestão dirigida ao mercado internacional e a PDVSA ao mercado regional, determinada a atender os interesses geopolíticos do governo. Estas duas concepções se chocam na hora de firmar acordos", disse Ochoa.
O governo da Venezuela, quinto maior exportador mundial de petróleo, tem marcado sua política externa nos últimos anos com a venda de petróleo a preços preferenciais para seus aliados na América do Sul e no Caribe.
A Petrobras já disse estar disposta a desenvolver o projeto de US$ 4,05 bilhões em Pernambuco sozinha. A Abreu e Lima deve começar a operar em 2010, e até 2011 poderá processar 200 mil barris de petróleo pesado por dia.
Orinoco
As discussões sobre o projeto conjunto de exploração e produção de petróleo pesado no campo de Carabobo 1, na faixa petrolífera do Orinoco, na Venezuela, também estão paralisadas.
A Petrobras, que inicialmente exigia 40% da participação acionária, proporcionalmente inversa à prevista para a PDVSA na refinaria Abreu e Lima, agora estuda uma participação de, no máximo, 10% em Carabobo.
Analistas afirmam que o desinteresse da estatal brasileira no campo venezuelano poderia estar relacionado às recentes descobertas dos poços petrolíferos no pré-sal da Bacia de Santos.
Acordos
A visita de Lula à Venezuela não deve durar mais que cinco horas. O presidente chega a Caracas pela manhã e deverá se reunir com Chávez no Palácio de Miraflores.
Lula e Chávez deverão firmar um acordo que prevê a ampliação da rede elétrica que abastece a região Norte do Brasil. O projeto envolve a Eletrobrás e a sua equivalente venezuelana, Edelca.
Outro acordo que poderia sair do papel é a construção de unidades de produção de GNL (Gás Natural Liquefeito), em discussão desde 2005, em parceria entre a PDVSA e a Petrobras.
Também deverão ser discutidos os acordos de integração binacionais e assuntos regionais, como o Conselho de Defesa Sul-americano.
Folha Online
da BBC Brasil, em Caracas
A integração energética será o principal tema da visita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz nesta sexta-feira à Venezuela. No encontro, em Caracas, Lula e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, deverão discutir o andamento das negociações entre a Petrobras e a estatal venezuelana PDVSA.
As empresas têm planos para executar dois empreendimentos conjuntos de exploração de petróleo, no Brasil e na Venezuela.
A elaboração dos contratos para constituição de duas empresas conjuntas entre a PDVSA e a Petrobras está em andamento desde fevereiro de 2005.
O processo mais adiantado é o da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que teve um acordo de associação firmado entre as duas empresas há três meses, durante o encontro dos dois presidentes em Recife.
Ainda falta, porém, a elaboração dos estatutos sociais, o acordo de acionistas e o contrato de compra venda de petróleo.
O assessor da Presidência venezuelana, Maximilien Arvelaiz, disse à BBC Brasil que a tendência das reuniões anteriores deve se repetir nesta sexta-feira.
Segundo Arvelaiz, Chávez e Lula deverão pedir aos presidentes das estatais que acelerem a finalização dos acordos, argumentando que a decisão política deve prevalecer sobre a econômica ou técnica.
"Provavelmente, uma vez mais, a decisão final será tomada pelos presidentes", afirmou Arvelaiz. "A PDVSA e a Petrobras só avançam quando os presidentes lhes puxam as orelhas."
Interferência política
Segundo o economista e analista de petróleo Orlando Ochoa, a interferência política do governo venezuelano é o que poderia estar causando resistências dentro da Petrobras - que, a seu ver, tem uma gestão pragmática - a um acordo de associação com a PDVSA.
"A Petrobras tem uma gestão dirigida ao mercado internacional e a PDVSA ao mercado regional, determinada a atender os interesses geopolíticos do governo. Estas duas concepções se chocam na hora de firmar acordos", disse Ochoa.
O governo da Venezuela, quinto maior exportador mundial de petróleo, tem marcado sua política externa nos últimos anos com a venda de petróleo a preços preferenciais para seus aliados na América do Sul e no Caribe.
A Petrobras já disse estar disposta a desenvolver o projeto de US$ 4,05 bilhões em Pernambuco sozinha. A Abreu e Lima deve começar a operar em 2010, e até 2011 poderá processar 200 mil barris de petróleo pesado por dia.
Orinoco
As discussões sobre o projeto conjunto de exploração e produção de petróleo pesado no campo de Carabobo 1, na faixa petrolífera do Orinoco, na Venezuela, também estão paralisadas.
A Petrobras, que inicialmente exigia 40% da participação acionária, proporcionalmente inversa à prevista para a PDVSA na refinaria Abreu e Lima, agora estuda uma participação de, no máximo, 10% em Carabobo.
Analistas afirmam que o desinteresse da estatal brasileira no campo venezuelano poderia estar relacionado às recentes descobertas dos poços petrolíferos no pré-sal da Bacia de Santos.
Acordos
A visita de Lula à Venezuela não deve durar mais que cinco horas. O presidente chega a Caracas pela manhã e deverá se reunir com Chávez no Palácio de Miraflores.
Lula e Chávez deverão firmar um acordo que prevê a ampliação da rede elétrica que abastece a região Norte do Brasil. O projeto envolve a Eletrobrás e a sua equivalente venezuelana, Edelca.
Outro acordo que poderia sair do papel é a construção de unidades de produção de GNL (Gás Natural Liquefeito), em discussão desde 2005, em parceria entre a PDVSA e a Petrobras.
Também deverão ser discutidos os acordos de integração binacionais e assuntos regionais, como o Conselho de Defesa Sul-americano.
Folha Online
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